quarta-feira, 26 de março de 2014

CABOCLO PENA BRANCA


CABOCLO PENA BRANCA

Nasceu em aproximadamente 1425, na região central do Brasil, hoje, entre Brasília e Goiás, onde seu pai era o Cacique da tribo. Era o filho mais velho de seus pais e desde cedo se mostrou com um diferencial entre os outros índios da mesma tribo, era de uma extraordinária inteligência.
Na época não havia o costume de fazer intercâmbios e trocas de alimentos entre tribos, apenas algumas faziam isto, pois havia uma cultura de subsistência, mas o Cacique Pena Branca foi um dos primeiros a incentivar a melhora de condições das tribos, e por isso assumiu a tarefa de fazer intercâmbios com outras tribos, entre elas a Jê ou Tapuia, e Nuaruaque ou Caríba.
Quando fazia uma de suas peregrinações ele conheceu na região do nordeste brasileiro (hoje Bahia), uma índia que viria a ser a sua mulher, chamava-se "Flor da Manhã" a qual foi sempre o seu apoio.
Como cacique, foi respeitado pela sua tribo de tupis, assim como por todas as outras tribos e continuou, apesar disso, seu trabalho de itinerante por todo o Brasil na tentativa de fortalecer e unir a cultura indígena.
Certo dia Pena Branca estava em cima de um monte na região da atual Bahia, e foi o primeiro a avistar a chegada dos portugueses nas suas naus, com grandes cruzes vermelhas no leme. Esteve presente na 1ª missa realizada no Brasil pelos jesuítas, na figura de Frei Henrique de Coimbra.
Desde então procurou ser o porta-voz entre índios e os portugueses, sendo precavido pela desconfiança das intenções daqueles homens brancos que ofereciam objetos, como espelhos e pentes, para agradá-los.
Aprendeu rapidamente o português e a cultura cristã com os jesuítas.
Teve grande contato com os corsários franceses que conseguiram penetrar (sem o conhecimento dos portugueses) na costa brasileira - muito antes das grandes invasões de 1555 - aprendeu também a falar o francês.
Os escambos, comércio de pau-brasil entre índios e portugueses, eram vistos com reservas por Pena Branca, pois ali começaram as épocas de escravidão indígena e a intenção de Pena Branca sempre foi a de progredir culturalmente com a chegada desses novos povos, aos quais ele chamava de amigos.
Morre com 104 anos de idade, em 1529, o Cacique Pena Branca, deixando grande saudade em todos os índios do Brasil, sendo reconhecido na espiritualidade como servidor na assistência aos índios brasileiros, junto com outros espíritos, como o Cacique Cobra Coral.
Apesar de não ter conhecido o Padre José de Anchieta em vida, já que este chegou ao Brasil em meados de 1554, Pena Branca foi um dos espíritos que ajudou este abnegado jesuíta no seu desligamento desencarnatório.
Por esse Brasil afora , sabe-se da presença constante nos terreiros de Umbanda do grande cacique Pena Branca. Ele baixa firme e elegante, dando brados e vivas imponentes. Com ele, também incorporam outros “penas”: Pena Azul, Pena Negra, Pena Verde , Pena Amarela, etc... Coincidência?  Nas casas onde ele tem presença garantida , ele as protege contra as investidas de espíritos das trevas , age na reposição fluídica  , comanda  equipe de socorristas  a atua nas atividades de passes. O caboclo Pena Branca realiza tarefas, pelo domínio e conhecimento profundos que ele tem sobre manipulação fluídica e sobre os recursos da natureza, sendo grande colaborador de trabalhos de cura.
Nas andanças pelo país , num terreiro ,perto do congá, estava um rapaz incorporado com um caboclo. Atento, o índio ouvia pacientemente uma velha senhora e a limpava com um maço de ervas perfumadas.   A senhora chorava muito e tremia.  No final da sessão, o semblante dela havia mudado. Feliz, ela sentou-se no banco da assistência e orava agradecida.
Curioso, eu me aproximei e perguntei o nome da entidade que a atendeu. A velha irmã respondeu com reverência. Adivinhe o nome do caboclo.  Ele mesmo, o grande índio Pena Branca!   Numa bela noite, em um modesto e tranqüilo terreiro umbandista do interior paulista, acontecia uma gira de caboclo. A líder do terreiro abriu o trabalho e incorporou. Seu Pena Branca estava em terra, em todo o seu esplendor e força. O caboclo Pena Branca riscou seu ponto, pediu um charuto, deu algumas ordens ao cambono e olhou para onde eu estava. Senti uma estranha energia percorrer minha espinha. Ele continuou olhando e acenou. Levantei-me e acenei de volta.Foi então que ele falou: - Filho, era eu, lembra? Tem aí um maço de ervas bem cheiroso para mim? 

Salve Seu Pena Branca

Características dos filhos dos Orixás

Hoje trago a vocês um artigo que fala sobre um assunto muito interessante: as características dos filhos de cada Orixá. É legal entendermos que apresentamos características pessoais e influências relacionadas ao nosso Pai ou Mãe Orixá, mas que na maioria das vezes expressamos essas características de forma contrária e negativa, fato que reflete nosso desequilíbrio emocional e espiritual. Um exemplo disso poderia ser uma filha de Iemanjá  que não pretende ou não gosta da ideia de ter filhos. Este “não querer” mostra o desequilíbrio desta pessoa pois vai totalmente contra as características esperadas para uma filha que Iemanjá, que é a Orixá que representa a geração e os laços familiares.  Reconhecer esse nosso desequilíbrio é o primeiro passo para conquistar uma vida harmoniosa, tanto em nosso dia a dia, como dentro de nossa estrutura religiosa, a Umbanda, que tem  os Orixás como Força Sustentadora e Divindades Sagradas:


Características dos Filhos de Oxalá:
Mercê da própria presença soberana do Orixá Maior da Umbanda, os Filhos de Oxalá também marcam naturalmente suas próprias presenças. Destacam-se com facilidade em qualquer ambiente, são cuidadosos e generosos, e, dada sua exigência no sentido de conseguir sempre a perfeição, são também detalhistas ao extremo. Curiosos, procuram saber detalhes, às vezes, chegando mesmo a tornarem-se aborrecidos por isso. Pais excelentes. Mães amorosas. Dedicam-se com um carinho excepcional às crianças, com quem se relacionam muito naturalmente e de quem não gostam de afastar-se. Relacionam-se com facilidade com filhos de outros Orixás, todavia, têm sempre certa prevenção em relação às pessoas a quem não conhecem muito bem. São um tanto inconstantes e se amuam ou se zangam com grande facilidade. Impõem sua opinião até os extremos e não raramente por causa dessa característica se desentendem com filhos de Ogum, Inhançã e Xangô, principalmente. São, também, pessoas de grande capacidade de mando, tornando-se, não raras vezes, líderes em suas comunidades. Por outro lado, são também ensimesmados, tendo alguma dificuldade em expor problemas e/ou desabafar com estranhos e, às vezes, até mesmo com pessoas íntimas. A velhice tende a tornar os Filhos de Oxalá irritados e rabugentos. Por paradoxal que pareça, a vaidade masculina encontra em seu mais alto ponto nos Filhos de Oxalá, sempre preocupados em ostentar boa aparência e em serem agradáveis. As Filhas de Oxalá são boas mães e esposas, embora, às vezes, se mostrem um pouco dominadoras e ciumentas. Também gostam de apresentar-se bem, embora discretamente.

terça-feira, 25 de março de 2014


Exu Pimenta

Exu Pimenta
O seu nome de Exu Pimenta, tem origem nos Quimbandistas, ou Esquerda Negativa da Umbanda, que a denominaram assim, pelo fato de que na proximidade de sua emanação fluídica, antes da incorporação, se sente um forte cheiro de pimenta.

A sua apresentação astral são de duas maneiras. Uma é igual à de um verdadeiro Mago (com uma aparência, como exemplo, da figura do Feiticeiro, no desenho animado do Mickey Mouse: "O Aprendiz de Feiticeiro". É só imaginar essa figura e, acrescentar ao redor do corpo fluídico do Exu Pimenta, uma diáfama camada de vapores químicos que o envolve completamente e o acompanha sempre.

E a outra é como um caboclo, um índio forte sempre mexendo, ou em volta de ervas. Ele seria como um caboclo quimbandeiro! Quando incorporado, sobre bebidas, bebe de tudo quanto é preparado químico, que varia do marafo, vinho, cerveja, uísque, conhaque e pinga com pimenta.

Fuma charutos diversos e os costuma observar, numa impressão de análise dos agentes químicos envolvidos na combustão, que provocam a fumaça; enfim, se porta sempre de forma como se estivesse estudando detalhes.

Esse Exu Pimenta trabalha com fundanga, enxofre, fósforos, pimenta, queima papéis e constantemente receita banhos e defumações com várias misturas de ervas. Costuma manter fogo aceso dentro desse caldeirão enquanto está em terra incorporado, pois o fogo é agente mágico transmutador.

Sua guia (corrente,colar) na maioria das vezes é Verde e Preta, com tridentes de Exu e Pomba-Gira, meia lua, estrela de 5 pontas e imagens de caveira, ou então guias com bastante metais, já que ele é como se fosse um alquimista. Seu domínio é fazer misturas com ervas, metais, ou seja, fazer transformações assim como um alquimista!

Pertence à linha das almas, vive na calunga das matas!

Ele é da linha negativa de Oxossi e é serventia do caboclo Pena Azul.



Pontos: 
1.      Todo mundo qué, mas só Quimbanda agüenta,
Chega, chega no terreiro, chega, chega, Exu Pimenta!


2.      Seu Exu Pimenta, traz o chumbo e o ouro,
Saravá à falange do pimenta!
Sua proteção é um tesouro
!

Quem é?

Você sabe quem é esse da imagem?

Quem são ?

Você sabe quem são esses da imagem ?