quinta-feira, 27 de março de 2014
quarta-feira, 26 de março de 2014
CABOCLO PENA BRANCA
CABOCLO PENA BRANCA
Nasceu em
aproximadamente 1425, na região central do Brasil, hoje, entre Brasília e
Goiás, onde seu pai era o Cacique da tribo. Era o filho mais velho de seus pais e desde cedo se mostrou com um diferencial
entre os outros índios da mesma tribo, era de uma extraordinária inteligência.
Na época não havia o costume de fazer intercâmbios e trocas de alimentos entre
tribos, apenas algumas faziam isto, pois havia uma cultura de subsistência, mas
o Cacique Pena Branca foi um dos primeiros a incentivar a melhora de condições
das tribos, e por isso assumiu a tarefa de fazer intercâmbios com outras
tribos, entre elas a Jê ou Tapuia, e Nuaruaque ou Caríba.
Quando fazia uma de suas peregrinações ele conheceu na região do nordeste
brasileiro (hoje Bahia), uma índia que viria a ser a sua mulher, chamava-se
"Flor da Manhã" a qual foi sempre o seu apoio.
Como cacique, foi respeitado pela sua tribo de tupis, assim como por todas as
outras tribos e continuou, apesar disso, seu trabalho de itinerante por todo o
Brasil na tentativa de fortalecer e unir a cultura indígena.
Certo dia Pena Branca estava em cima de um monte na região da atual Bahia, e
foi o primeiro a avistar a chegada dos portugueses nas suas naus, com grandes
cruzes vermelhas no leme. Esteve presente na 1ª missa realizada no Brasil pelos jesuítas, na figura de
Frei Henrique de Coimbra.
Desde então procurou ser o porta-voz entre índios e os portugueses, sendo
precavido pela desconfiança das intenções daqueles homens brancos que ofereciam
objetos, como espelhos e pentes, para agradá-los.
Aprendeu rapidamente o português e a cultura cristã com os jesuítas.
Teve grande contato com os corsários franceses que conseguiram penetrar (sem o
conhecimento dos portugueses) na costa brasileira - muito antes das grandes
invasões de 1555 - aprendeu também a falar o francês.
Os escambos, comércio de pau-brasil entre índios e portugueses, eram vistos com
reservas por Pena Branca, pois ali começaram as épocas de escravidão indígena e
a intenção de Pena Branca sempre foi a de progredir culturalmente com a chegada
desses novos povos, aos quais ele chamava de amigos.
Morre com 104 anos de idade, em 1529, o Cacique Pena Branca, deixando grande
saudade em todos os índios do Brasil, sendo reconhecido na espiritualidade como
servidor na assistência aos índios brasileiros, junto com outros espíritos,
como o Cacique Cobra Coral.
Apesar de não ter conhecido o Padre José de Anchieta em vida, já que este
chegou ao Brasil em meados de 1554, Pena Branca foi um dos espíritos que ajudou
este abnegado jesuíta no seu desligamento desencarnatório.
Por esse Brasil afora , sabe-se da presença constante nos terreiros de Umbanda
do grande cacique Pena Branca. Ele baixa
firme e elegante, dando brados e vivas imponentes. Com ele, também incorporam
outros “penas”: Pena Azul, Pena Negra, Pena Verde , Pena Amarela, etc...
Coincidência? Nas casas onde ele tem presença garantida , ele as protege contra as investidas
de espíritos das trevas , age na reposição fluídica , comanda
equipe de socorristas a atua nas
atividades de passes. O caboclo Pena Branca realiza
tarefas, pelo domínio e conhecimento profundos que ele tem sobre manipulação
fluídica e sobre os recursos da natureza, sendo grande colaborador de trabalhos
de cura.
Nas andanças pelo país , num
terreiro ,perto do congá, estava um rapaz incorporado com um caboclo. Atento, o
índio ouvia pacientemente uma velha senhora e a limpava com um maço de ervas
perfumadas. A senhora chorava muito e
tremia. No final da sessão, o semblante dela havia mudado. Feliz, ela sentou-se no banco
da assistência e orava agradecida.
Curioso, eu me aproximei e perguntei o nome da entidade que a atendeu. A velha irmã respondeu com
reverência. Adivinhe o nome do caboclo. Ele
mesmo, o grande índio Pena Branca! Numa bela noite, em um modesto e tranqüilo terreiro umbandista do interior
paulista, acontecia uma gira de caboclo. A líder do terreiro abriu o trabalho e incorporou. Seu Pena Branca estava em
terra, em todo o seu esplendor e força. O caboclo Pena Branca riscou seu ponto, pediu um charuto, deu algumas ordens ao
cambono e olhou para onde eu estava. Senti uma estranha energia percorrer minha
espinha. Ele continuou olhando e acenou. Levantei-me e acenei de volta.Foi então que ele falou: - Filho, era eu, lembra? Tem aí um maço de ervas bem cheiroso para mim?
Salve Seu Pena Branca
Características dos filhos dos Orixás
Hoje trago a vocês um artigo que fala sobre um assunto muito interessante: as características dos filhos de cada Orixá. É legal entendermos que apresentamos características pessoais e influências relacionadas ao nosso Pai ou Mãe Orixá, mas que
na maioria das vezes expressamos essas características de forma
contrária e negativa, fato que reflete nosso desequilíbrio emocional e
espiritual. Um exemplo disso poderia ser uma filha de Iemanjá que não
pretende ou não gosta da ideia de ter filhos.
Este “não querer” mostra o desequilíbrio desta pessoa pois vai
totalmente contra as características esperadas para uma filha que
Iemanjá, que é a Orixá que representa a geração e os laços familiares.
Reconhecer esse nosso desequilíbrio é o primeiro passo para conquistar
uma vida harmoniosa, tanto em nosso dia a dia, como dentro de nossa
estrutura religiosa, a Umbanda, que tem os Orixás como Força
Sustentadora e Divindades Sagradas:
Características dos Filhos de Oxalá:
Mercê da própria presença soberana do Orixá Maior da Umbanda, os Filhos de Oxalá também marcam naturalmente suas próprias presenças. Destacam-se com facilidade em qualquer ambiente, são cuidadosos e generosos, e, dada sua exigência no sentido de conseguir sempre a perfeição, são também detalhistas ao extremo. Curiosos, procuram saber detalhes, às vezes, chegando mesmo a tornarem-se aborrecidos por isso. Pais excelentes. Mães amorosas. Dedicam-se com um carinho excepcional às crianças, com quem se relacionam muito naturalmente e de quem não gostam de afastar-se. Relacionam-se com facilidade com filhos de outros Orixás, todavia, têm sempre certa prevenção em relação às pessoas a quem não conhecem muito bem. São um tanto inconstantes e se amuam ou se zangam com grande facilidade. Impõem sua opinião até os extremos e não raramente por causa dessa característica se desentendem com filhos de Ogum, Inhançã e Xangô, principalmente. São, também, pessoas de grande capacidade de mando, tornando-se, não raras vezes, líderes em suas comunidades. Por outro lado, são também ensimesmados, tendo alguma dificuldade em expor problemas e/ou desabafar com estranhos e, às vezes, até mesmo com pessoas íntimas. A velhice tende a tornar os Filhos de Oxalá irritados e rabugentos. Por paradoxal que pareça, a vaidade masculina encontra em seu mais alto ponto nos Filhos de Oxalá, sempre preocupados em ostentar boa aparência e em serem agradáveis. As Filhas de Oxalá são boas mães e esposas, embora, às vezes, se mostrem um pouco dominadoras e ciumentas. Também gostam de apresentar-se bem, embora discretamente.
Características dos Filhos de Oxalá:
Mercê da própria presença soberana do Orixá Maior da Umbanda, os Filhos de Oxalá também marcam naturalmente suas próprias presenças. Destacam-se com facilidade em qualquer ambiente, são cuidadosos e generosos, e, dada sua exigência no sentido de conseguir sempre a perfeição, são também detalhistas ao extremo. Curiosos, procuram saber detalhes, às vezes, chegando mesmo a tornarem-se aborrecidos por isso. Pais excelentes. Mães amorosas. Dedicam-se com um carinho excepcional às crianças, com quem se relacionam muito naturalmente e de quem não gostam de afastar-se. Relacionam-se com facilidade com filhos de outros Orixás, todavia, têm sempre certa prevenção em relação às pessoas a quem não conhecem muito bem. São um tanto inconstantes e se amuam ou se zangam com grande facilidade. Impõem sua opinião até os extremos e não raramente por causa dessa característica se desentendem com filhos de Ogum, Inhançã e Xangô, principalmente. São, também, pessoas de grande capacidade de mando, tornando-se, não raras vezes, líderes em suas comunidades. Por outro lado, são também ensimesmados, tendo alguma dificuldade em expor problemas e/ou desabafar com estranhos e, às vezes, até mesmo com pessoas íntimas. A velhice tende a tornar os Filhos de Oxalá irritados e rabugentos. Por paradoxal que pareça, a vaidade masculina encontra em seu mais alto ponto nos Filhos de Oxalá, sempre preocupados em ostentar boa aparência e em serem agradáveis. As Filhas de Oxalá são boas mães e esposas, embora, às vezes, se mostrem um pouco dominadoras e ciumentas. Também gostam de apresentar-se bem, embora discretamente.
terça-feira, 25 de março de 2014
Exu Pimenta
Exu Pimenta
O seu nome de Exu Pimenta, tem origem nos Quimbandistas, ou Esquerda Negativa da Umbanda, que a denominaram assim, pelo fato de que na proximidade de sua emanação fluídica, antes da incorporação, se sente um forte cheiro de pimenta.
A sua apresentação astral
são de duas maneiras. Uma é igual à de um verdadeiro
Mago (com uma aparência, como exemplo, da figura do Feiticeiro, no desenho
animado do Mickey Mouse: "O Aprendiz de Feiticeiro". É só imaginar
essa figura e, acrescentar ao redor do corpo fluídico do Exu Pimenta, uma diáfama
camada de vapores químicos que o envolve completamente e o acompanha
sempre.
E a outra é como um caboclo, um índio forte sempre mexendo, ou em volta de ervas. Ele seria como um caboclo quimbandeiro! Quando incorporado, sobre bebidas, bebe de tudo quanto é preparado químico, que varia do marafo, vinho, cerveja, uísque, conhaque e pinga com pimenta.
Fuma charutos diversos e os costuma observar, numa impressão de análise dos agentes químicos envolvidos na combustão, que provocam a fumaça; enfim, se porta sempre de forma como se estivesse estudando detalhes.
Esse Exu Pimenta trabalha com fundanga, enxofre, fósforos, pimenta, queima papéis e constantemente receita banhos e defumações com várias misturas de ervas. Costuma manter fogo aceso dentro desse caldeirão enquanto está em terra incorporado, pois o fogo é agente mágico transmutador.
Sua guia (corrente,colar) na maioria das vezes é Verde e Preta, com tridentes de Exu e Pomba-Gira, meia lua, estrela de 5 pontas e imagens de caveira, ou então guias com bastante metais, já que ele é como se fosse um alquimista. Seu domínio é fazer misturas com ervas, metais, ou seja, fazer transformações assim como um alquimista!
Pertence à linha das almas, vive na calunga das matas!
Ele é da linha negativa de Oxossi e é serventia do caboclo Pena Azul.
Pontos:
O seu nome de Exu Pimenta, tem origem nos Quimbandistas, ou Esquerda Negativa da Umbanda, que a denominaram assim, pelo fato de que na proximidade de sua emanação fluídica, antes da incorporação, se sente um forte cheiro de pimenta.
A sua apresentação astral
E a outra é como um caboclo, um índio forte sempre mexendo, ou em volta de ervas. Ele seria como um caboclo quimbandeiro! Quando incorporado, sobre bebidas, bebe de tudo quanto é preparado químico, que varia do marafo, vinho, cerveja, uísque, conhaque e pinga com pimenta.
Fuma charutos diversos e os costuma observar, numa impressão de análise dos agentes químicos envolvidos na combustão, que provocam a fumaça; enfim, se porta sempre de forma como se estivesse estudando detalhes.
Esse Exu Pimenta trabalha com fundanga, enxofre, fósforos, pimenta, queima papéis e constantemente receita banhos e defumações com várias misturas de ervas. Costuma manter fogo aceso dentro desse caldeirão enquanto está em terra incorporado, pois o fogo é agente mágico transmutador.
Sua guia (corrente,colar) na maioria das vezes é Verde e Preta, com tridentes de Exu e Pomba-Gira, meia lua, estrela de 5 pontas e imagens de caveira, ou então guias com bastante metais, já que ele é como se fosse um alquimista. Seu domínio é fazer misturas com ervas, metais, ou seja, fazer transformações assim como um alquimista!
Pertence à linha das almas, vive na calunga das matas!
Ele é da linha negativa de Oxossi e é serventia do caboclo Pena Azul.
Pontos:
1.
Todo
mundo qué, mas só Quimbanda agüenta,
Chega, chega no terreiro, chega, chega, Exu Pimenta!
Chega, chega no terreiro, chega, chega, Exu Pimenta!
2.
Seu
Exu Pimenta, traz o chumbo e o ouro,
Saravá à falange do pimenta!
Sua proteção é um tesouro!
Saravá à falange do pimenta!
Sua proteção é um tesouro!
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